O Mártir – Capítulo 9


O Mártir – Capítulo 9

A floresta e seus perigos

Maximus agora, tivera sua sede de sangue inocente saciada, mas como um terrível vício, logo iria precisar de mais.

No caminho de volta, Casius olhava para aquela família, ela não era muito diferente da sua, a única diferença era que proferiam uma fé oposta ao que Casius conhecia, se não fosse esse o fato, quem sabe eles poderiam ser até amigos. Casius tentava mostrar indiferença a dor daquele lar, nos olhos deles lágrimas corria, o marido abraçava com um braço ao filho e com o outro a esposa, mantinha o papel de pai, protetor e marido. A despeito de tudo o que acontecia, a criança sorria, com olhar inocente, sem saber que estava sendo preparada para espetáculo tenebroso, sem saber por que os pais choravam, quanta serenidade há no sorriso daquela criança, quanta inocência, quanta pureza, pensava Casius, por vezes ela olhava diretamente para ele, como se quisesse se comunicar, porém a fala dela não passava de barulhos sem sentidos, por pouco Casius não é cativado por aquele sorriso, se não fosse a intervenção de Maximus.

– A façaela parar, ou mato vocês agora mesmo !

Maximus trazia marcas de sangue, que fazia orgulho que estivesse bem amostra, procurava deixa claro do que ele era capaz, a mão segurava a espada, ele não quis guardá-la, queria estar pronto para qualquer coisa, mas o que seria “qualquer coisa” na concepção dele? Eles eram 5 contra 1 homem, 1 mulher e 1 bebê, todos desarmados e temerosos. O marido sabia muito bem que Maximus não estava brincando, mas o que podia fazer com seu filho? Como fazer uma criança inocente parar de sorrir ou de chorar? Com explicar uma situação de risco de vida para uma pessoa que sequer conhecia o conceito de vida e morte.

– Por favor meu senhor, ela é uma criança…

– Pra mim, vocês são todos animais peçonhentos, que envenenam o mundo com fábulas de um judeu que todos sabem que foi crucificado.

– Meu senhor, o que espalhamos não é veneno, é palavra de vida.

– O que ? Está tentando me converter, agora chegaaaa !

Com toda força que a ira poderia produzir, Maximus, ergueu a espada, apesar de tudo acontecer rápido demais, aquele homem presenciou tudo em câmera lenta, a espada alçada ao ar, com marcas de sangue de seu irmão que morrera ainda pouco, a musculatura de Maximus se contraindo, no antebraço, escorria uma mistura de suor com poeira e sangue, o peito se enchendo de ar, estufando a roupa que vestia, o brilho alaranjado das tochas refletindo na espada, o brilho tenebroso no olho de Maximus, a boca do voraz leão Maximus, se abrindo para soltar o seu rugido enquanto com intensa força iria descendo a espada em direção a sua cabeça, e sua esposa olhando para ele, mesmo atemorizada ela era linda, “Como é linda a família que Deus me deu” , pensava ele, “Quão maravilhosos foram esses momentos ao lado dela”, “Quão belo é o meu filho, servinho do Senhor…” Deu tempo ainda de voltar-se para seu agressor e ver a espada vindo em sua direção, talvez nunca presenciou a morte de tão perto, a espada resoluta cortando o vento, com um endereço certo, instrumento perfeito para o intuito do algoz perseguidor.

“O que fazer agora?” pensava ele, não sabia se deveria morrer olhando para Maximus, ou se deveria ter a visão mais maravilhosa antes de morrer, sua família, reunida. “Não ainda!” ele ouviu, “Não ainda!”, prestes a morrer aquele homem que contemplava tudo o que acontecia em câmera lenta, ouvia uma voz que pedia para ele resistir, “Não ainda! Eu ouvi, devo resistir, devo resistir!”. A espada desceu, e com um movimento inimaginável, ele conseguiu se desviar, a espada atingiu o chão, a força e o peso de Maximus estavam todo naquele golpe mortífero, por ter errado, Maximus tombou o corpo para frente para tentar se equilibrar, e enquanto o fazia, já estava preparando outro golpe quando, Casius e Festo correram em sua direção e interromperam.

– Pare Maximus ! Não, agora !

– Quem ousa me interromper !

– Maximus, chega ! Ele não disse nada de mais – replicou Festo.

– Ele deve morrer…!

Virou-se para o homem que escapara, e lançou outro golpe, esse viria da lateral endereçado ao pescoço para tentar tirar sua cabeça, Maximus fez questão de olhar no olho dele para ver o brilho de vida ser apagado, dessa vez ele tinha certeza que por mais que tentasse, não iria se desviar, e estava certo quanto isso, aquele homem reparou que dessa vez nada poderia fazer, não via mais nada em câmera lenta, a única coisa que pensou foi na voz que ouvira a pouco “Não ainda!”, fechou os olhos e esperou o pior.

Passado poucos segundos, houve um silencia, seria esse o silêncio da morte? Onde estaria a dor ? Por que está tudo tão sereno e calmo? Levou a mão ao pescoço e ele estava intacto, não entendeu o que estava acontecendo, passou a mão pelo corpo e não havia sinais de sangue, criou coragem e abriu os olhos, deparou com Festo e Casius, segurando Maximus, momento antes de atingir o seu pescoço, Festo e Casius, se lançaram e seguraram o braço de Maximus. A força para segurar aquele homem enraivecido tinha que ser sobrenatural, porém os dois conseguiram.

– PARE AGORA MESMO MAXIMUS ! Estão pagando uma fortuna por cristãos capturados, eu estou precisando de dinheiro.

A fúria de Maximus foi se esfriando aos poucos, sua respiração começou a retornar ao normal, aos poucos, parecia que Maximus estava recobrando os sentidos, parecia que estava voltando a ser um ser humano novamente, e não uma besta feroz.

– Têm razão, Festo, vamos guardá-los para mais tarde, porém – olhando agora para ele, Não quero mais ver seu filho sorrir ou chorar, e nunca mais tente proferir palavras sobre a sua crença para mim, dessa vez me segurei, mas da próximo mato você e todos que estão tentando evitar.

Essa última frase ele falou olhando para seus amigos, todos eles acenaram com a cabeça, haviam entendido o recado.

– Entendido, meu senhor, meu filho ficará em silêncio, vou conversar com minha esposa e ela dará um jeito nisso.

– Vá à frente com sua família quero manter o olho em vocês.

Recobrado do susto ele caminhou em direção a sua esposa que o abraçou e chorou, conteve os soluços e o som do choro para não provocar a ira de Maximus novamente. Feliz que ter a oportunidade de estar com sua esposa novamente, ele segurou em seu rosto, inclinou em sua direção e sem titubear disse

– Eu te amo, sempre te amei !

– Eu também de amo, e sempre te amarei.

Em tom de sussurro ele agora conversava com ela.

– No momento do primeiro golpe uma voz me disse, “Não ainda!”, creio que temos mais um trabalho para realizar para Deus, e por isso, devemos resistir.

– Mas meu amado, como resistir, somos fracos, e eles treinados na arte de guerra.

– Fugir, mas temos que nos separar, só assim conseguiremos ter algum resultado.

– Não quero ficar longe de você.

– Amor, já estamos mortos para o mundo, sabemos que iremos morrer, mas cedo ou mais tarde, aproveito assim meus últimos minutos com você.

– Mas você não ouviu “Não ainda” ?

– Sim, mas até quando isso será ? Em todo caso, se eles seguirem a trilha, iremos passar numa parte estreita de um monte, a ladeira ao lado não é muito alta, porém é um pouco íngreme, se rolarmos dali, certamente não iremos morrer de queda, a altura não dá pra isso. Logo no final a mata continua densa e estamos de noite, teremos uma chance para conseguir prolongar nossas vidas aqui.

– O que adianta prolongar a vida se você estiver longe ?

– Não se preocupe, nos encontraremos de novo, se não aqui, certamente no porvir. Eu vou empurrá-la, segure bem nosso filho, abrace-o com força, não deixe escapar de sua mão, corra e encontre um esconderijo, eu irei pular para o outro lado.

Relutante com a idéia e com muita tristeza, ela o beijou mais uma vez, tentando expressar todo amor e dedicação naquele beijo, e conseguiu.

– Eu te amo meu amado, e se acha que isso é o melhor para mim, eu o farei.

Ele abraçou-a e beijou seu filho, porém ao sentir o cheiro de seu infante, ele começou a chorar.

– Ah meu filho, meu filho ! Como esperava ver você crescer, ver você se tornar homem, ser um evangelista da palavra de Deus.

– Andem logo e parem com essas frescuras! Interrompe Marcos a reunião da família.

Postos de volta no caminho estavam todos, estava ainda muito escuro, porém as tochas acesas davam contam de clarear a trilha pela qual caminhavam, não ventava muito, mas mesmo assim estava muito frio, pelos cálculos de Maximus, ainda haveria um bom caminho pela frente.

– Andem logo, temos muito chão ainda pela frente.

Todos aceleraram os passos, com certeza ninguém queria tentar descobrir quais perigos noturnos aquela floresta apresentaria, por vezes, eles eram apanhados em surpresas por uivos, às vezes por rugidos, e muita das vezes por sons estranhos, muito estranhos.

Eles haviam chegada ao tal monte, o marido a cada passo que dava no monte apertava com mais força a mão da esposa, a hora de despedir se aproximava. Sem a equipe de Maximus perceber, eles abriram uma pequena distância, nada perigosa, mas o suficiente para o plano. Sem pestanejar, beijou a esposa e o filho pela última vez, e com um só lance, empurrou a esposa, ela caiu segurando firmemente seu filho e começou a rolar.

Maximus e seus aliados rapidamente partiram para interceptar, porém era tarde demais, de um lado a esposa com seu filho, do outro o marido.

– Malditos, voltem aqui, voltem !

– Casius, você e o Leonardo vêm comigo atrás desse verme, Festo e Marcos, vão atrás da mulher, nos encontramos na minha casa, quem chegar 1º espera os outros.

Sem se preocupar com a dor, o homem rolava, na esperança de estar despistando, dando um tempo para sua esposa. Na descida feriu uma das mãos, mas nada muito sério, por fim chegou ao fim da descida e ao olhar para cima, via a equipe de Maximus descendo com suas tochas acessas, velozmente, se queria sobreviver por mais algum tempo era necessário correr.

A penumbra da noite, e densidade da floresta estava a seu favor, rapidamente se embrenhou em meio a floresta, corria como uma presa fugindo do predador, por vezes a luz do luar iluminava uma rota de fuga, por vezes deveria confiar apenas no seu tato, e por vezes era só confiar em Deus, porém, todas as vezes que olhava para trás, podia ver as tochas acessas, irrompendo na floresta pesada, essas tochas eram portadas pelo os seus carrascos.

Depois que um tempo de fuga, entendeu que chegara a hora de se esconder, não dava mais para fugir, com a distância que estava dava para se infiltrar em algum lugar e controlar a respiração até passar o pior.

Em contra partida vinha Maximus, passando por cima de tudo, sem ao menos se dar conta que algumas plantas ou pedaço de pedras, por vezes o feria, e consigo Casius e Leonardo.

Leonardo notou que não ouviam mais passos a não ser o deles, e falou que deveriam parar, pois ele havia se escondido. Pararam os três, as tochas crepitavam, era o único barulho que agora ouviam.

– Ele não deve estar muito longe, deve esta bem próximo.

– Leonardo, se está próximo, onde estariam escondido ?

– Em qualquer lugar Casius, em qualquer lugar.

– Silêncio ! Berrou Maximus ! Estou ouvindo pegadas.

Porém as pegadas que se ouvia, não parecia de uma presa, parecia ser de outro predador, pegadas furtivas, cadenciadas, ritmadas como numa dança fatal, alguém iria morrer, e pelo visto não era só o fugitivo.

A pegado parou após parecer estar bem próxima, seja lá o que era, estava fora do alcance da claridade da tocha, e muito menos da vista deles, porém a presença de uma criatura feroz e perversa era sentida por eles. Todos agora portavam espadas na mão, pois começaram a ouvir um som de uma besta selvagem, as tochas balançavam rapidamente de um lado par outro, ninguém via nada, porém tinha a sensação de terror que alguém os vias, e seja lá quem fosse as intenções não eram as melhores.

Sem perceber os 3 se afastaram um pouco um dos outros, estavam em uma pequena clareira no meio da selva, correr iria dar um gostinho a mais a criatura que estava ali, o jeito era ficar e lutar.

– Quem ta ai ? O que está ai ? Perguntava Casius.

O medo já se apoderara dele, Casius não sabia mais o que fazer, aquela noite estava longa demais e não sabia mais quanto tempo teria, porém imaginou que o sentimento que sentia agora, foi o mesmo daquele grupo de crentes que estavam prestes a ser descobertos e mortes. Que sentimento ruim, a ânsia da morte era uma das coisas que ele jamais provara, e com certeza, jamais queria provar. O pensamento que irá morrer, e o fato de não saber o que fazer estava mexendo com Casius. Maximus e Leonardo porém estavam acostumados com aquilo, afinal eram soldados.

De repente o silêncio, Maximus e Casius num lado da clareira, e o Leonardo perto do arbusto do outro. De repente um breve silêncio, os três se olharam, Maximus e Casius, de lado opostos ao Leonardo, na expressão do Casius o Leonardo pode reparar que o perigo estava bem próximo a ele, Leonardo viu com clareza os olhos de Casius arregalando-se, e a boca abrindo para expelir um grito horrível de horror preso.

Casius estava olhando aterrorizado, pois ele viu quando olhos que refletiam as luzes das tochas, passaram da altura da cintura de Leonardo, para acima da cabeça, não podia distinguir o que era, mas silueta era de alguma coisa mais alta, mais larga e mais mortífera do que os três juntos.

Casius gritou de medo, Maximus já se preparava para a batalha, quando de repente o Leonardo se virou para se defender. Tarde demais, Casius viu a garra com unhas afiadas, provenientes daquela criatura, ouvi o som horrível que ela soltou, e viu quando aquelas garras atingiram em cheio o pescoço Leonardo, sangue jorrou por todos os lados, o corpo despencou como se estivesse preso por um fio que fora cortado, a cabeça de Leonardo fora atirada longe, antes mesmo que o coração parasse de bater, parte do corpo já estava sendo devorada.

Maximus pensou rápido, as próximas presas seriam eles com certeza, e não foi difícil prever isso, enquanto devorava rapidamente o corpo do Leonardo, os olhos da criatura estava fixada, em Maximus e Casius. Sem pensar 2 vezes, Maximus bateu em retirada, seguido por Casius.

Que ironia, de predadores, passaram a presas, de perseguidores, passaram a perseguidos, correram o máximo que puderam, porém o medo fez com que Casius corresse mais, ele não se dava conta do perigo que era se afastar de seu companheiro.

Casius só parou de correr quando reparou que estava sozinho, não conseguia ver a claridade da tocha do Maximus, estava totalmente perdido. Uma coisa era boa nisso tudo, a fera não estava no seu encalço, pois não escutava nada, a não ser seu coração disparado.

Casius sabia que deveria procurar abrigo, e se dirigiu para debaixo de uma árvore bem robusta, se tivesse que passar a noite na floresta, ficaria ali sem se mover.

Sem que Casius, tivesse noção, na copa da árvore, estava o marido que fugiu, ele percebeu a presença de Casius, e o medo aumentou, que infeliz coincidência, como 2 fugitivos foram parar no mesmo lugar. De cima da árvore aquele homem, contemplava tudo e viu ao longe que mais alguém estava se dirigindo para lá, contou 2, percebeu que 1 faltava. Sem se dar conta ele ouviu a mesma voz, só que agora ela disse “Chegou sua hora, desça, diga a este homem, que o bebê era o seu filho, e diga que o filho dele será mEu”. Foi duro aceitar essas palavras, mas como servo fiel ele aceitou.

Casius ouviu um barulho de cima da árvore, e já estava preparando para correr quando ouviu alguém falar.

– Não corra, eu sou quem vocês procuram.

– Como assim ?

– Eu sou o fugitivo que vocês procuram, eu vou me entregar, mas antes tenho algo a te dizer, o bebê é meu filho e seu filho será de Deus.

– Como, que bebê, que filho ?

– O bebê é meu filho e seu filho será de Deus.

Estranhamente, isso não lhe acendeu a ira, estava tentando entender o recado, aquela noite já estava muito complicada, e achou melhor deixar a ira para o Maximus.

– Como é o seu nome, e porque está entregando sua via sabendo que vai morrer?

– Me chamo Jerubaal, em homenagem a Gideão, e por vontade de Deus, estou me entregando, a minha hora é chegada.

– Que Deus é esse que entrega os seus para a morte?

– É o mesmo Deus, que me chamou para a vida, para ser mais direto, já estou morto para essa vida, só faltava partir. O morrer é lucro e o viver é Cristo. Não quero te ofender, com essas palavras.

– Essa noite, já passei por muitos sentimentos, o medo que se apoderou de mim, não me permite sentir mais nada, não se preocupe, mas porque você me disse essas palavras.

– Eu estava escondido e te vi, lá de cima Deus falou comigo para me entregar e me mandou dizer isto a você: “O bebê é meu filho e seu filho será de Deus”. Isso deve fazer algum sentido para você. Em todo caso, me entreguei e sei que minha hora chegou.

– Jerubaal, não vou te matar, mas vou te entregar para as autoridades, não gosto de Cristãos, sou adorador de Marte, e não sei como que Deus falou com você. Vou te pedir algo agora, não fale mais nada, creio que posso me irritar com essas histórias, vamos esperar a amanhecer ou o Maximus chegar.

– Tudo bem, não se preocupe não irei fugir.

Não demorou muito, como um batedor, Maximus encontrou os dois, aguardando o socorro embaixo da árvore. Sem falar nada, partiu direto para JeruBaal, e começou a espancá-lo. Casius se espantou, tentou falar algo, mas lembrou-se do recado de Maximus anteriormente, se falasse qualquer coisa, morreria também.

– Casius, esse aqui não vai sair vivo da mata, perdi o Leonardo por causa dele, agora ele vai pagar por isso.

– Não se preocupe Casius, estou preparado para is…

Foi interrompido por um soco na boca, que lhe despedaçou os dentes, Maximus parecia estar cansado, batia e batia incansavelmente, Casius se afastou e não queria ver a cena, deu as costas para a cena e esperou, de longe só ouvia as batidas de Maximus, não ouviu o Jerubaal reclamar, não ouviu reclamar de dor, não ouviu nenhuma palavra.

O tempo passava, em breve iria começar a amanhecer, e Maximus estava obstinado a matá-lo através do espaçamento, por mais que doía, parecia que Jerubaal estava anestesiado.

Após muito tempo, a terrível criatura, rastreou o cheiro de sangue, o rosto de Jerubaal, estava desconfigurado, os olhos estavam fechados pelo inchaço das pálpebras, o corpo quase desnudo denunciava as fraturas exposta que tinha, uma das costelas havia se quebrado e cortado ele de dentro pra fora, uma rastro de sangue estava no chão e fonte do sangue, o corpo de Jerubaal, continuava a escorrer, Maximus ainda batia, a dor era pungente quando Maximus resolvia abrir mais as feridas já expostas. Sem se importar com o perigo que se aproximava, Maximus continuava a ferir e ferir, e Jerubaal se recusava a morrer.

A criatura se aproximou mais e mais, o ataque estava eminente quando Maximus parou, virou diretamente para criatura e gritou !

– ESSE É MEEEUUUUUU!

E com um golpe de misericórdia, arrancou a sua cabeça com a espada, estava consumado, a noite fora muito longa, e muito perigosa. O grito assustou aquele ser, foi o tempo de sair em disparada, era hora de voltar.

Casius mais do que depressa seguiu o Maximus, mas antes olhou para trás, pode notar que Jerubaal, estava sendo devorado, finalmente acabou o sofrimento dele, mas o que ele queria dizer com aquela frase…Uma dúvida ficou no ar e não iria demorar muito para Casius entender o que era.

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