O Mártir – Capítulo 2


Capítulo II –  O Início

Casius Celer era um Plebeu, agricultor, 52 anos, possuía uma vida difícil e árdua, a sua rotina era acordar na alva do dia, e ir ao campo para o seu labutar, fazia isso com muito orgulho, pois herdara esse pedaço de terra, não muito grande, de seu pai, e isso era o seu bem mais precioso, pois tirava o sustento da família de lá.

No mesmo ritmo seguia 3 de seus filhos, Flavius Celer 15 anos, também chamado de Gaius, Grannius Celer, 13 anos, conhecido como Titos e Vibius Celer, 12 anos, conhecido como Vinni, por serem já adolescentes de tenra idade, podiam ajudá-lo no seu labor diário e na sua árdua tarefa de camponês. Ao sair deixava em casa com sua esposa, Faustina Celer, conhecida como Maria de 38 anos, sua única filha Verônica Celer de 10 anos, seu filho Publius Celer, conhecido como Lucius de 8 anos, e o seu caçula Marcius Celer, conhecido como Marcus de 5 anos.Casius teve o privilégio de ser reconhecido como cidadão de Roma, ou romano, pois nasceu em Roma e possui antecedentes de lá, na época para ser cidadão de Roma, um privilégio inestimável, pois era ainda o então Império Romano, em decadência, que dominava o “Mundo Antigo”; era preciso nascer em Roma, ou comprar o título com um preço muito alto. Ser romano lhe reservava o direito de ter um império que o “protegia” legislativamente, o cidadão romano, mesmo que sendo criminoso, tinha um trato diferente dos demais, o julgamento era mais criterioso, e a condenação tendia a ser mais branda do que os não-romanos. Para se ter uma idéia, se um suspeito fosse preso essa pessoa era passiva a torturas para confissão de seu “possível” crime, se um soldado romano ao menos desconfiasse de alguém, ele poderia arrastar essa pessoa, com uso da violência que se fizesse necessária, para a sua prisão, porém se o suspeito fosse romano a lei romana lhe deixava imune a torturas enquanto não se confirmava o crime. Esse direito de ser cidadão romano nem sempre foi assim, os plebeus conseguiram esse direito após muitos anos de sofrimentos, quando, mesmo tendo nascido em Roma, eram tratados como os demais estrangeiros.

Diz-se que as leis romanas tiveram um embasamento no Código de Hamurabe. Khammu-rabi, rei da Babilônia no 18º século A.C., estendeu grandemente o seu império e governou uma confederação de cidades-estado. Erigiu, no final do seu reinado, uma enorme “estela” em diorito, na qual ele é retratado recebendo a insígnia do reinado e da justiça do rei Marduk. Mandou que escrevessem 21 colunas, 282 cláusulas que ficaram conhecidas como Código de Hamurábi (embora abrangesse também antigas leis).

Muitas das provisões do código referem-se às três classes sociais: a do “awelum” (filho do homem), ou seja, a classe mais alta, dos homens livres, que era merecedora de maiores compensações por injúrias – retaliações – mas que por outro lado arcava com as multas mais pesadas por ofensas); no estágio imediatamente inferior, a classe do “mushkenum”, cidadão livre, mas de menor status e obrigações mais leves; por último, a classe do “wardum”, escravo marcado que, no entanto, podia ter propriedade. O código referia-se também ao comércio (no qual o caixeiro viajante ocupava lugar importante), à família (inclusive o divórcio, o pátrio poder, a adoção, o adultério, o incesto), ao trabalho (precursor do salário mínimo, das categorias profissionais, das leis trabalhistas), à propriedade.

Quanto às leis criminais, vigorava a “lex talionis” : a pena de morte era largamente aplicada, seja na fogueira, na forca, seja por afogamento ou empalação. A mutilação era infligida de acordo com a natureza da ofensa.Roma adotou idéias desse código, e em grande escala executava as “Lex talionis”, Casius com freqüência presenciava a execução, não só ele, mas a sua família também, essas penas de morte eram eventos públicos os quais se usavam como exemplo disciplinador para a população. Todos de Roma conheciam as suas brutalidades com os condenados, os filhos de Casius cresceram vendo pessoas sendo torturadas e mortas de formas brutais em público, e a alegria daqueles pequenos era maior, quando sabiam que o condenado era um então conhecido como “Cristão”. Ao invés de terem sentimentos de compaixão, a grande parte dos espectadores, torciam para que a tortura do “Cristão” fosse mais veementemente aplicada, só para poderem ver a dor do seu semelhante lhe levar a renuncia da fé, o que dificilmente acontecia. Assim pensavam Casius e sua família, pois defendiam a sua religião pagã, os pagãos da época eram pessoas que em sua maioria acreditavam na imanência divina, ou seja, a divindade se encontra na própria natureza, inclusive nos humanos, manifestando-se através dos seus fenômenos, não possuíam juízo de dualismos faltando-lhes noções de opostos, bem e mal, ruim e bom, céu e inferno, matéria e espírito, etc. A ausência desse dualismo também leva à ausência da ciência de pecado, inferno e mau absoluto. Como a relação com os deuses é sempre pessoal e direta, o conceito de uma afronta à divindade é tratada também pessoalmente, ou seja, entre o cidadão e a Divindade ofendida. Assim, sem noção de pecado, também não há noção de inferno.

E foi nesse sistema que Casius criou os seus filhos, ensinando-os o trabalho árduo de camponês e formando seus pensamentos religiosos embasados na doutrina pagã, fazendo com que seus filhos adorassem os deuses de seu pai, que por sinal eram três principais o deus Marte deus sanguinário, deus da guerra, da violência, e detestado pelos imortais, ávido de matar, pouco lhe importa saber de que lado está à justiça e cuida apenas de tornar mais furiosa a luta, foi somente entre os romanos que Marte adquiriu importância verdadeira e permanente; Saturno era um deus romano, equivalente ao grego Cronos. Era um dos titãs, filho do Céu e da Terra. Com uma foice dada por sua mãe mutilou o pai, tomando o poder entre os deuses e Ceres era a deusa das colheitas, dispensadora dos cereais e dos frutos, os romanos passaram a adorá-la devido a um período de fome que passar logo no início da segunda metade do século II, nessa época os Gregos disserem que a deusa Deméter auxiliaria na colheita dos grãos, e que a culpa da fome era a nova doutrina que estava em insurgência. Os romanos passaram a chamar Deméter de Ceres, e acreditavam que isso era culpa dos cristãos. E como os cristãos pagaram por essa injusta acusação !

continuar lendo … (capítulo III)

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5 comentários sobre “O Mártir – Capítulo 2

  1. Pessoal comentem como está, oq ta ruim o q ta bom … por favor !!! Onde melhorar, se devo continuar .. (já mais um capítulo para ir par ao ar)

  2. cara muito legal mais tenta colocar mais emoção no texto, se vc que vc conhece muito do assunto mais ta faltando envolver o leitor

  3. Acho q precisa equilibrar história e ficção e revisão ortográfica…a princípio, mas gosto da construção….
    Abraços,

    Solange

  4. Você está tentando me convencer utilizando da ferramenta “dissertativo-argumentativo”. Seja neutro, você está transparecendo sua opinião, sua ficção está denotando qual lado você defende. Abraço!

  5. Tenho interesse em ocultar o lado que defendo não, confesso que a escrita está meio tendenciosa mesmo ! rs…rs… os outros capítulos estão melhores um pouco.

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