O Mártir – Capítulo 4


Capítulo IV – Terra arada ?

Após o espetáculo de crueldade, o Governador daquela região, ordenou que se desse pão e água a todos quais estavam presentes na hora da execução, seguindo a política Romana, “Dêem pão e Circo ao povo…”. Isso foi muito bom, pois já chegara à hora do almoço e, por falta de colheita, havia fome naqueles cantos.

Alimentados e fartos, Casius e sua família, partiram de volta ao lar, longa caminhada, longo regresso, chegariam lá antes que o dia escurecesse. No caminho de volta eles foram contemplando a paisagem, passavam por lugares extremamente áridos, o barro rachado denunciava a longa temporada de seca, ao longe viam carcaças de animais que não conseguiram sobreviver a esse período, abutres eram pássaros vistos constantemente, ora para comer carcaça de animais, ora para comer corpos de condenados que eram enforcados e entulhados a céu aberto em um lugar mais distante, dentre esses corpos, muitos eram de cristãos; às vezes os corpos eram deixados nos locais de execução para que chacais e outros tipos de cachorros do mato viesse ali para a necrofagia.

Contrastando com essa paisagem horrenda, ao aproximar-se do lar, havia a direita da estrada uma pequena floresta, era uma das poucas, porém exibia orgulhosa suas árvores frondosas e grandes, essa floresta era cortada por um riacho, esse riacho antes usado como fonte de água potável, atualmente servia como um sistema de esgoto da região, a água se tornara imprópria para tudo, às vezes às águas tinham tons avermelhados, isso porque o abate de animais para alimentação, escoava o sangue desses animais para o riacho, e outras vezes, o próprio corpo do animal era jogado, quando o era descoberto algum tipo de defeito no mesmo.

Chegando em casa, Casius e sua família não tinham muito que fazer, apenas descansar da longa caminhada e esperar o raiar do novo dia, Casius porém resolveu ir espiar a casa do seu vizinho que fora executado, era uma casa humilde, a terra era pequena, mas demonstrava ser uma terra fértil, o tamanho era maior um pouco do que da terra de Casius, a casa estava trancada e na porta exibia o edito de morte e execução por serem principalmente Cristãos. Ao olhar os fundos, na parte de plantio, Casius viu que a terra fora remexida recentemente, como se estivesse sido feitos plantios nela, Casius riu, nenhum agricultor plantava na época de seca, era jogar sementes fora, porém o seu vizinho plantou.

Casius sentou-se por um instante e esperou para admirar o crepúsculo alaranjado daquela tarde, o sol começou a sua performance, porém Casius foi surpreendido por barulho provenientes da casa, virou-se e correu para ver ao chegar foi surpreendido por soldados que lhe perguntaram.

– Alto lá, Quem és ? e o que fazes aqui ?

– Me chamo Casius, senhor meu, sou vizinho desta propriedade, foi eu quem denunciou essa família de cristão, estou aqui pois reparei que a terra deles foi semeada recentemente.

– Está brincando homem ? Que louco plantaria nesse período de seca !?

– Foi isso que eu me perguntei, e constatei que realmente eles semearam !

– Esses cristãos doidos, com suas crenças fajutas ! Casius né? Saia já daqui, pois estamos em serviço !

– Sim meu senhor !

Casius retirou-se feliz por não ter sido preso, ou sofrido qualquer tipo de represália, mas ele bem sabia qual era o serviço daqueles soldados, estavam ali para saquear, levavam tudo o quanto podiam levar, nada ficava, e as vezes nem de pé o local permanecia. Caiu-se a noite, Casius estava reunido com a família, quando ouvi-se pegadas de vários homens em sua terra, Casius temeu, e receou ser arrastado por testemunhar o roubo. Bateram em sua porta, houve um perturbador silêncio, dentro e fora da casa, Casius pediu para que se algo acontecesse, era para seus filhos tomarem conta de sua mãe, o silêncio foi interrompido pelo choro de Marcus.

– Papai estou com medo !

– Não precisa se preocupar, pequeno Marcus, não é nada demais.

Essa interrupção foi o suficiente para que a batida na porta fosse mais veemente, temeroso Casius agora teria que atender, pois os soldados tinham autonomia de entrar em qualquer lar de plebeu que eles quisessem, caso os mesmo não quisessem atender a guarda.

– ABRA JÁ ESTÁ PORTA ! ISTO É UMA ORDEM DE UM SOLDADO ROMANO !

continuar lendo … (capítulo VI)

Um comentário sobre “O Mártir – Capítulo 4

  1. Pessoal comentem como está, oq ta ruim o q ta bom … por favor !!! Onde melhorar, se devo continuar .. (já mais um capítulo para ir par ao ar)

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