O Mártir – Capítulo 6


Capítulo VI – Chegou a temporã !

Chegou o novo dia, o céu, como era de se esperar, estava limpo sem nenhuma nuvem, ninguém conseguiu dormir até tarde, os corpos estavam acostumados a acordar cedo, e além do mais aquele dia eles teriam fartura no café-da-manhã, um incentivo a mais para acordar cedo, o alimento enviado dava para um mês aproximadamente, e Casius estava muito contente com isso. Marcus, segurando ainda o capacete, sentou-se à mesa e perguntou ao pai.

– Pai eu posso ser soldado quando crescer ?

– Filho eu não tenho dinheiro para conseguir isso para você.

– Mas se conseguir eu posso ?

– Sim filho você pode.

– Eu quero ser comerciante ! Disse Lucius.

– Eu vou tocar as terras de papai. Disse Gaius.

– Eu também. Vinni falou.

– E eu também. Completou Titus.

Logo no meio da manhã, Casius iria ao centro para comprar sementes, pois as suas estragaram-se, consigo chamou Gaius, Vinni e Titus, para ir ensinando-os a negociar. Tomaram suas montarias e se foram imediatamente, saindo aquela hora, estariam em casa para o almoço, chegaram pois no centro e Casius não foi perdendo tempo foi logo partindo para os negócios, seus filhos estavam entretidos com as prostitutas que circulavam por ali.

– Rapazes, prestem atenção no caminho de vocês, eu trouxe vocês aqui para serviço e não para olharem essas devassas.

– Sim papai. Responderam todos com arrependimento.

Casius achou a sua banca, e lá pediu pela melhor semente de trigo, era com certeza mais cara, mais o produto tinha melhor aceitação, duraria o tempo necessário para o plantio, e rendia mais.

Combinaram o preço e a quantidade, Casius pagou, porém pagou com diligência, pois haviam salteadores que espiavam pessoas com dinheiro volumoso, seguiam-nas e na estrada as assaltava-as.

Casius distribui a carga em 4 partes, para que os seus três filhos também pudessem carregar, seus filhos então arrumaram as cargas nas montarias, montaram e seguiram seu pai no caminho de volta. Ao saírem da cidade, despontaram na longa estrada de volta, com os animais mais pesados, a viagem de volta iria render alguns minutos a mais, ao horizonte Casius reparou algo muito estranho, seus filhos também, Gaius então foi logo falando.

– Pai, aquilo lá não é uma nuvem !?

– Parece que sim Gaius.

– Pai não está parecendo que essa nuvem que está se formando, esta mais escura e baixa que as demais ?

– Está, mas provavelmente vai se desfazer.

Ao chegar no portão da casa, o cheiro da comida invadia o quintal, denunciava um almoço apetitoso. Rapidamente eles guardaram as sementes, lavaram-se e foram todos almoçar em família. Realmente a comida estava muito gostosa, ou eles estavam com muita fome, porque não sobrou nada do almoço.

Após o almoço, os homens foram se deitar, enquanto Maria e Verônica arrumavam a cozinha, após o serviço elas se juntariam a eles.

Por volta da metade da tarde o Lucius acordou todos continuaram a dormir, correu para o quintal, estava querendo passear de cavalo, mas ao chegar no quintal reparou que o céu estava nublado, aquilo para ele foi uma visão inesperada, logo correu de volta ao quarto e foi acordando seu pai.

– Pai, Pai, acorda ! acorda papai !

– O que esta havendo ? Perguntou Casius sem abrir os olhos.

– Pai vai chover, o céu está nublado !

– Vai não Lucius, volta a dormir …

– Vai sim papai, vem ver, vem …

– Não vai não, e me deixe quieto !

– Mas papai …

– LUCIUS ! Se você estiver mentindo vai levar uma surra !

Casius acordou curioso pelo que o seu filho estava falando, porém não foi preciso ir fora de casa para ver o céu, um relâmpago rasgou o firmamento com o seu clarão e logo após ouvi-se um grande estrondo de trovoada. O barulho foi suficiente para acordar toda a família, Gaius partiu correndo para tentar semear alguma semente, mas foi interrompido pelo seu pai, agora era tarde, era preciso esperar a chuva passar, plantar e torcer para chover de novo.

Todos estavam reunidos agora no quintal, e olhavam para o céu admirado com a nuvem, de certo, todos daquela região estavam estupefatos com a possível chuva temporã que estava se armando.

Possível chuva por pouco tempo, pois logo após os raios “rasgarem” os céus e as trovoadas ecoarem seu som, começou a chover. A chuva preceptiva sobre a terra ressecada, cada gota que caía mudava o aspecto árido do lugar, brandamente a chuva foi caindo, trazendo o seu refrigério para todos, ninguém esperava por ela, porém foi muito bem vinda quando chegou.

A alegria contagiou o coração dos filhos de Casius, eles foram brincar na chuva, Casius porém foi para casa preparar as ferramentas, que estavam paradas por algum tempo, Maria também não se conteve e foi brincar na chuva com seus filhos.

2 comentários sobre “O Mártir – Capítulo 6

  1. Pessoal comentem como está, oq ta ruim o q ta bom … por favor !!! Onde melhorar, se devo continuar .. (já mais um capítulo para ir par ao ar)

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